Acreditei que ficaria para sempre em silêncio mas a impotência que me enraivece deu-me a voz.
E até as palavras me magoam porque são cruéis já que desprovidas de qualquer pragmatismo.
De nada me servem nem a mim nem aos outros. Quem dera fossem lanças, mísseis direccionáveis...
A quem adianta esta solidariedade? Se nem a minha consciência com ela se aquieta...
É fácil, demasido fácil, assistir deste palco dourado à barbárie de uns e à coragem de outros.
Enoja-me que o homem seja o pior dos predadores; Revolta-me que a falta de escrúpulos dos narcisistas prevaleça
sobre a hombridade de quem oferece resistência.
Sinto-me cansada dos outros, dos muitos que se empanturram das fragilidades alheias, maniqueístas, soberbos,
ditadores de destinos toldados pela morte e pela tristeza, ironicamente aquartelados em discursos mansos, tão falsos e
distorcidos. Sobretudo farta dos idiotas que pela calada os idolatram, lhes aparam os golpes na esperança
das migalhas que caiam eventualmente das suas mesas de banquete enquanto os resistentes enfrentam a fome, o frio
e a morte.
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